A partir das improvisações propostas sobre os conflitos abordados na tese da Professora Rachel Soihet e influenciado pela dramaturgia de Brecht, o roteiro será composto por quadros independentes interligados pela temática, mesclando os gêneros lírico, épico e dramático, numa abordagem atemporal com forte presença de ironia que provoque reflexões sem apresentar uma solução definida como desfecho.
Decompondo a obra em partes, registraremos os elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando uma visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através de sua fragmentação, com intenção de criar efeitos plásticos que ultrapassem os limites das sensações audiovisuais, despertando também no observador outras sensações.
Pretendemos confrontar a individualidade feminina com o senso comum, coletivo, revelando as facetas da mulher que reage a violência e não aceita o estereótipo - delicadeza, fragilidade, submissão - atribuído como próprio da natureza feminina, tanto do ponto de vista dessa mulher quanto das pessoas e instituições (religiosas, científicas, jurídicas) que as cercam.
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